Um dos ex-homens fortes do nosso panorama político, conhecido pelas suas intervenções e crispações com outros adversários políticos no Parlamento, Duarte Lima apresenta-se agora com uma face muito sinistra.
Quem o viu na entrevista dada a Judite Sousa na RTP, ficou com a sensação que este homem não é o do passado, esquivando-se a questões importantes que lhe foram colocadas, refugiando-se para tal em pormenores jurídicos e basicamente na lei.
Passou a ideia da resposta habilidosa, astuta com incongruências deliberadas, de quem pretendeu defender o indefensável.
Não me atrevo sequer a afirmar que Duarte Lima é culpado de um qualquer crime mas, de um homem que diz reiteradamente que o seu passado responde por si, esperava-se mais, muito mais.
Com a não resposta à carta rogatória e sem serem dados esclarecimentos convincentes, o que se espera é que em nome do seu passado, Duarte Lima vá ao Brasil o mais rápido possível, provar a sua inocência.
Caso contrário, fica mais uma vez a suspeita da impunidade dos poderosos e aí perdurará a frase bem popular e sobejamente conhecida "há duas justiças, a dos pobres e a dos ricos".
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